Aquecimento global, uma evidência comprovada


Surgem novas evidências de que o aquecimento da água do mar está a surtir efeitos sob alguns glaciares da Antártida.

Um grande glaciar no oeste da Antártida perdeu mais de meio quilómetro de espessura em sete anos, derretendo mais rapidamente do que os cientistas pensaram ser possível, de acordo com um estudo divulgado na segunda-feira.

O Glaciar Smith, a derramar no Mar de Amundsen, perdeu mais de 70 metros por ano entre 2002 e 2009, segundo o estudo, baseado em dados recolhidos pela NASA durante observações aéreas.

“Se tivesse usado dados de apenas um instrumento, não teria acreditado no que estava a ver”, disse o autor principal, Ala Khazender, investigador no “Jet Propulsion Laboratory” da NASA.

Associados a estes dados, surge o resultado do estudo anual sobre gases a efeito de estufa, divulgado esta semana pela ONU, que aponta para 2015 como o ano com níveis mais elevados de concentração de CO2, registados até hoje.

Em anos anteriores, a barreira das 400ppm tinha sido ultrapassada em alguns meses, mas o ano de 2015 foi o primeiro a fazê-lo na média de todo o ano. A organização prevê que 2016 será o primeiro ano com todos os meses acima desse valor. E os níveis de concentração de CO2 na atmosfera devem manter-se acima desse valor não apenas este ano mas também “por muitas gerações”, alerta a OMM.

Face ao exposto e sabendo que a poluição do ar provoca a morte a mais de 5,5 milhões de pessoas por ano em todo o mundo, será que os grandes dirigentes vão continuar a adiar as medidas que pretendem travar esta situação?

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